Coleta de evidências de crimes cibernéticos
Todo golpe digital deixa rastro
Coletamos, preservamos e analisamos as evidências de golpes e crimes cibernéticos antes que elas desapareçam: conversas, transações Pix, perfis falsos, e-mails de phishing, registros de acesso e dispositivos comprometidos. Tudo com hash, cadeia de custódia documentada e laudo que se sustenta em juízo, para advogados, empresas e pessoas físicas em todo o Brasil.
A prova tem prazo de validade
Perfis falsos são derrubados, links saem do ar e registros de acesso são descartados no prazo legal. Preservação forense imediata, com hash e documentação, enquanto a evidência ainda existe.
Ver os tipos de evidênciaPara onde foi o dinheiro?
Reconstrução técnica do caminho da fraude: identificadores de transação, contas de destino, endereços IP, cabeçalhos de e-mail e o material que fundamenta o pedido judicial.
Entender a cadeia de custódiaTipos de evidência digital
O que coletamos e preservamos
Cada golpe deixa vestígios em lugares diferentes. O trabalho começa mapeando onde eles estão e recolhendo cada um com técnica forense, antes que o tempo ou o próprio criminoso os apague.
Conversas e Mensagens
Preservação de diálogos de WhatsApp, Telegram, Instagram e SMS com integridade verificável, incluindo áudios, anexos, números envolvidos e a cronologia completa da abordagem.
Transações e Comprovantes
Documentação técnica de transferências Pix, TED, boletos e pagamentos por cartão, com identificadores de transação, contas de destino e o encadeamento que revela o caminho do valor.
Perfis Falsos e Anúncios
Captura forense de perfis, lojas e anúncios fraudulentos em redes sociais e marketplaces, registrando conteúdo, identificadores internos e histórico antes da remoção pela plataforma.
Phishing e E-mails Fraudulentos
Análise dos cabeçalhos completos das mensagens, dos servidores de origem, dos domínios usados na falsificação e das páginas clonadas que capturaram os dados da vítima.
Registros de Acesso e IP
Levantamento de logs, endereços IP, horários e dispositivos que acessaram contas invadidas, com o material técnico necessário para fundamentar o pedido de quebra de sigilo.
Dispositivos Comprometidos
Exame forense de celulares e computadores para identificar aplicativos maliciosos, acessos remotos, arquivos apagados e o vetor exato pelo qual o golpe entrou.
Por que uma perícia muda o jogo
A diferença entre um print e uma prova
Quase toda vítima de golpe faz a mesma coisa por instinto: tira print da conversa e do comprovante. Faz sentido, e é melhor do que nada, mas na hora em que a defesa questiona a autenticidade daquela captura, ela sozinha não segura o argumento. Uma imagem de tela pode ser montada por qualquer pessoa com meia hora de tempo livre, e é aí que o caso trava. O que dá peso ao mesmo conteúdo é a forma como ele foi coletado: arquivo original com metadados intactos, hash calculado no momento do recebimento, ata notarial quando cabível e uma cadeia de custódia documentada do início ao fim.
Há também o fator tempo, que quase ninguém considera na hora do desespero. O Marco Civil da Internet obriga provedores de conexão a guardar registros por um ano e provedores de aplicações por seis meses, e boa parte das plataformas apaga perfis denunciados em questão de dias. Quando a vítima procura ajuda três meses depois, muita coisa já virou pó. É por isso que tratamos os primeiros contatos como urgência real e orientamos, ainda no telefone, o que a pessoa deve fazer e o que ela deve parar de mexer imediatamente.
O resultado do trabalho é um laudo escrito para ser lido por advogados e juízes, não por técnicos: linguagem direta, achados fundamentados e limites claros sobre o que a evidência permite ou não permite afirmar. Todos os procedimentos seguem a legislação vigente, incluindo o Marco Civil da Internet e a LGPD, com confidencialidade absoluta e atendimento em todo o território nacional, remoto ou presencial conforme a urgência do caso.
Onde a perícia é decisiva
Situações comuns que atendemos
Golpes Financeiros e Fraudes Bancárias
Falso funcionário de banco, falsa central de atendimento, boleto adulterado, falso investimento e golpes do Pix, com documentação do caminho do dinheiro e da abordagem usada.
Invasão de Contas e Perfis
Sequestro de WhatsApp, redes sociais e e-mail, com levantamento dos acessos indevidos, dos dispositivos envolvidos e das mensagens enviadas em nome da vítima.
Extorsão, Sextorsão e Ameaças
Preservação das ameaças e do material usado na chantagem, identificação técnica dos canais e contas envolvidos e produção da prova para a responsabilização.
Incidentes e Fraudes Corporativas
Ransomware, fraude do boleto, comprometimento de e-mail corporativo e desvios internos, com apuração da origem, do alcance e das responsabilidades.
Modalidades mais frequentes
Os golpes que mais chegam até nós
Mudam o roteiro e o pretexto, mas a estrutura se repete. Conhecer a modalidade ajuda a saber exatamente qual evidência precisa ser salva primeiro.
Golpe do Pix e falsa central do banco
Ligação ou mensagem se passando pelo banco, com pedido de transferência para uma suposta conta segura, instalação de aplicativo de acesso remoto ou confirmação de dados. A prova está nos áudios, no número de origem, no identificador da transação e na conta que recebeu.
Preservar as evidênciasWhatsApp clonado e perfil falso de conhecido
O criminoso assume o número da vítima ou cria um perfil idêntico com foto retirada das redes e pede dinheiro emprestado aos contatos. Aqui interessam os registros de acesso à conta, o número usado no golpe e as conversas enviadas em nome de quem foi clonado.
Preservar as evidênciasFalso investimento e pirâmide com criptomoedas
Plataformas que exibem lucros fictícios, grupos fechados com falsos operadores e promessas de rendimento garantido. A apuração reúne o site, os contratos, as carteiras de destino e a cronologia dos aportes até o momento em que os saques travam.
Preservar as evidênciasLoja falsa, falso leilão e venda que não existe
Site clonado, anúncio em marketplace ou perfil comercial montado só para receber o pagamento. O que salva o caso é o registro forense do anúncio e do site antes da remoção, somado ao rastreamento da conta de destino.
Preservar as evidênciasFalso emprego, falso advogado e taxa antecipada
Toda variação em que a vítima paga uma taxa para liberar algo que nunca chega, seja vaga, herança, prêmio, empréstimo ou processo. A documentação da abordagem completa costuma ser tão importante quanto o comprovante do pagamento.
Preservar as evidênciasSextorsão e chantagem com material íntimo
Ameaça de divulgar fotos, vídeos ou conversas em troca de pagamento, muitas vezes vinda de perfis descartáveis. A preservação precisa acontecer antes de qualquer bloqueio, porque bloquear o contato costuma apagar o caminho de volta.
Preservar as evidênciasNossa metodologia de trabalho
Um processo rigoroso e transparente
Contato e orientação
Entendimento do caso e orientação imediata sobre o que preservar, o que evitar e como enviar o material sem comprometer a prova.
Preservação forense
Coleta das evidências com técnicas forenses, cálculo de hash e cadeia de custódia documentada desde o primeiro momento.
Análise e rastreamento
Exame do material em ambiente controlado, reconstrução da cronologia do golpe e levantamento dos elementos que apontam para a origem.
Laudo e suporte processual
Relatório claro e defensável em juízo, com apoio na formulação de quesitos e sustentação técnica ao longo do processo.
Checklist de emergência
O que fazer nas primeiras 24 horas
A ordem importa. Estes oito passos preservam quase tudo que a perícia vai precisar depois, e a maioria deles você consegue executar sozinho, agora.
Pare e não apague nada
Nenhuma conversa, nenhum e-mail, nenhum comprovante. O que parece vergonhoso ou irrelevante costuma ser exatamente o elo que prova o golpe.
Comunique o banco
Peça o bloqueio cautelar e a abertura do procedimento de devolução do Pix. O prazo para acionar esse mecanismo é curto e conta a partir da comunicação.
Registre o boletim
Presencial ou pela delegacia eletrônica do seu estado. Guarde o número do registro, porque ele será pedido por bancos, plataformas e no processo.
Salve os arquivos originais
Exporte conversas, baixe áudios e imagens no formato original e copie tudo para um local seguro, sem reencaminhar por aplicativo de mensagem.
Anote os identificadores
Números de telefone, chaves Pix, contas de destino, nomes de perfis, links, endereços de e-mail e os horários exatos de cada contato.
Não formate nem reinstale
Formatar o celular, reinstalar o aplicativo ou restaurar backup destrói vestígios de acesso remoto e de aplicativos maliciosos.
Denuncie por último
Denunciar o perfil na plataforma é importante, mas a remoção apaga o conteúdo. Preserve tudo antes de clicar em denunciar.
Procure perito e advogado
Com o material preservado e a cronologia anotada, a análise técnica e a estratégia jurídica começam de um ponto muito mais forte.
O que preservar em cada tipo de golpe
Um guia rápido do que costuma ser decisivo em cada situação e do prazo em que aquela evidência ainda existe.
| Tipo de golpe | Evidência essencial | Janela crítica |
|---|---|---|
| Golpe do Pix | Comprovante com identificador da transação, extrato, áudios e número que fez o contato | Horas, pelo prazo do procedimento de devolução |
| WhatsApp clonado | Registros de acesso da conta, número usado no golpe, conversas enviadas aos contatos | Dias, antes da rotação de registros |
| Perfil falso em rede social | Captura forense do perfil, identificador interno da conta, publicações e mensagens | Horas, o perfil cai logo após as denúncias |
| Loja ou site falso | Página completa, dados de registro do domínio, pedido, comprovante e conta de destino | Dias, o domínio some rápido |
| Phishing por e-mail | Mensagem original com cabeçalho completo, link e página clonada de destino | Semanas, se o e-mail não for apagado |
| Falso investimento | Plataforma, contratos, grupos, carteiras de destino e cronologia dos aportes | Dias a semanas, até a plataforma sair do ar |
| Sextorsão | Ameaças na íntegra, perfis e contas envolvidos, material usado na chantagem | Imediata, antes de bloquear o contato |
| Incidente corporativo | Imagem forense dos sistemas afetados, logs de servidores, e-mails e regras de encaminhamento | Imediata, antes de restaurar backup |
Quem assina o trabalho
O perito por trás da coleta de evidências
As perícias para coleta de evidências de crimes cibernéticos e golpes da Infosec Security são conduzidas por Julio Cesar Madeira Soares, perito judicial e extrajudicial com duas décadas de atuação prática em perícias complexas e consultoria em segurança da informação, com atuação em tribunais de justiça de todo o Brasil, nas esferas criminal, cível, trabalhista e corporativa.
A formação une profundo conhecimento técnico em Ciência da Computação a múltiplas pós-graduações nas áreas de Forense Digital, Cybercrime e Cybersecurity, Criminologia e Direito Digital, além de MBA na área, garantindo uma visão que alinha a análise técnica à estratégia processual. Como Especialista em Segurança da Informação e DPO, soma a perspectiva de conformidade legal exigida pelos casos que envolvem dados pessoais.
Todos os procedimentos seguem as melhores práticas e a legislação vigente, incluindo o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e a LGPD (Lei nº 13.709/2018), com processos rigorosos e documentados que garantem a integridade e a admissibilidade das provas, e laudos e pareceres escritos para serem compreendidos por advogados e juízes, sem jargões desnecessários.
Formação acadêmica
Graduação em Ciência da Computação, MBA e dezenove pós-graduações que cobrem o espectro técnico, jurídico e comportamental da perícia digital.
Pós-graduação em Engenharia de Software
Faculdade Metropolitana mai 2026 a jan 2027Pós-graduação em Psicologia Forense
Faculdade Metropolitana mai 2026 a jan 2027Pós-graduação em Administração de Banco de Dados
Faculdade Metropolitana mai 2026 a jan 2027Pós-graduação em Direito Penal e Criminologia
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul mar 2026 a fev 2027Pós-graduação em Engenharia de Redes e Telecomunicações
Anhanguera Educacional fev 2026 a dez 2026Pós-graduação em Direito Penal e Direito Processual Penal
Legale Educacional set 2025 a set 2026Pós-graduação em Perícias Forenses
IPOG - Instituto de Pós-Graduação e Graduação ago 2025 a ago 2026Pós-graduação em Perícia em Imagens e Documentos Digitais
IPOG - Instituto de Pós-Graduação e Graduação jul 2025 a mai 2026Pós-graduação em Direito Imobiliário
Legale Educacional jun 2025 a jun 2026Pós-graduação em Direito Civil e Processual Civil
Legale Educacional mai 2025 a mai 2026Pós-graduação em Criminologia
Anhanguera Educacional mai 2025 a jan 2026Pós-graduação em Documentoscopia com Ênfase em Perícia
Faculdade Facuminas jun 2024 a mar 2025Pós-graduação em Data Protection Officer (DPO)
Anhanguera Educacional fev 2024 a abr 2025Pós-graduação em Ciência Forense e Perícia Criminal
Faculdade Facuminas set 2023 a set 2024Pós-graduação em Perícia Forense Aplicada a Informática
Faculdade Facuminas set 2023 a mai 2024Pós-graduação em Cybercrime e Cybersecurity: Prevenção e Investigação de Crimes Digitais
Faculdade Facuminas ago 2023 a ago 2024Pós-graduação em Direito Perícia Judicial e Extrajudicial
Faculdade Facuminas mai 2023 a mai 2024MBA em Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação
DARYUS Consultoria e Treinamento abr 2022 a out 2023Pós-graduação em Direito Digital
Multivix abr 2022 a out 2023Pós-graduação em Perícia Forense Digital
DARYUS Consultoria e Treinamento fev 2019 a nov 2019Bacharel em Ciência da Computação
Faculdade Pitágoras jan 2014 a dez 2017Para quem trabalhamos
Três perfis, necessidades diferentes
O material técnico é o mesmo, mas a forma de entregar muda conforme quem vai usar a prova e para qual finalidade.
Advogados e escritórios
Suporte técnico do primeiro atendimento à audiência, com prova produzida para resistir ao contraditório.
Pessoas físicas
Atendimento direto para quem acabou de ser vítima e precisa saber, hoje, o que fazer e o que salvar.
Empresas e instituições
Resposta a incidentes com apuração de causa, alcance e responsabilidade, sem parar a operação mais do que o necessário.
Dúvidas frequentes
Perguntas sobre coleta de evidências
Print de tela serve como prova de um golpe?
Serve como indício, mas sozinho é frágil, porque qualquer pessoa consegue montar uma captura de tela convincente. O que transforma o print em prova sólida é o conjunto: o arquivo original com seus metadados, o registro do conteúdo por ata notarial, o cálculo de hash para garantir integridade e a documentação da cadeia de custódia. É exatamente esse pacote que a perícia produz.
Quanto tempo eu tenho para preservar as evidências do golpe?
Menos do que a maioria imagina. O Marco Civil da Internet obriga provedores de conexão a guardar registros por um ano e provedores de aplicações por seis meses, e muitas plataformas apagam contas denunciadas em poucos dias. Perfis falsos somem, links de phishing saem do ar e conversas são excluídas. A recomendação é preservar nas primeiras horas, antes de qualquer outra providência.
É possível descobrir quem está por trás do golpe?
Em muitos casos sim, com uma ressalva honesta: a identificação final quase sempre depende de dados que só as operadoras, bancos e plataformas entregam mediante ordem judicial. O trabalho da perícia é reunir e documentar os elementos técnicos que sustentam esse pedido, como endereços IP, horários, identificadores de conta, chaves Pix e cabeçalhos de e-mail, e dar ao advogado o material para requerer a quebra com fundamento.
Perdi dinheiro em um golpe do Pix. Dá para rastrear?
O Pix deixa rastro. Cada transação tem identificador próprio e a conta de destino é vinculada a um CPF ou CNPJ, o que permite documentar tecnicamente o caminho do dinheiro e subsidiar tanto o pedido judicial quanto o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução junto ao banco. O golpista costuma pulverizar o valor rapidamente entre contas de laranjas, e por isso a velocidade da resposta pesa muito no resultado.
Preciso registrar boletim de ocorrência antes de procurar um perito?
As duas coisas caminham juntas e não há ordem obrigatória. O boletim formaliza a comunicação do crime e costuma ser exigido pelo banco, enquanto a perícia preserva e documenta a prova técnica que a investigação vai usar. O ideal é preservar as evidências o quanto antes, porque elas desaparecem com o tempo, e registrar a ocorrência em paralelo.
A perícia recupera o dinheiro que eu perdi?
A perícia não devolve valores, ela produz a prova técnica que embasa o pedido de devolução ou de indenização. Quem decide a restituição é o juízo, o banco pelo procedimento de devolução ou o acordo entre as partes. O que o laudo faz é sustentar o caso com material sólido, e essa diferença costuma ser determinante quando a instituição financeira alega culpa exclusiva da vítima.
Vocês atuam como assistente técnico para advogados?
Sim, é um dos nossos principais serviços. Auxiliamos escritórios de advocacia em todo o Brasil na formulação de quesitos, no acompanhamento do trabalho do perito judicial e na elaboração de pareceres técnicos, concordantes ou divergentes, para fortalecer a argumentação jurídica do caso.
Quanto custa e em quanto tempo a perícia fica pronta?
Depende do volume de material e da complexidade do caso: preservar um perfil falso e um comprovante é diferente de reconstruir um incidente corporativo com dezenas de dispositivos. Para casos urgentes, a preservação inicial pode ser feita no mesmo dia do contato. Após a consulta inicial, sem compromisso, enviamos uma proposta objetiva com escopo, prazo e valor fechados.
O banco pode ser responsabilizado pelo golpe que sofri?
Depende do caso, e é justamente aí que a prova técnica pesa. A Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça firmou que as instituições financeiras respondem objetivamente por danos decorrentes de fortuito interno ligado a fraudes praticadas por terceiros em operações bancárias, entendimento consolidado também no Tema Repetitivo 466. Essa responsabilidade pode ser afastada quando comprovada culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro, conforme o art. 14, § 3º, do Código de Defesa do Consumidor, e nos golpes de engenharia social os tribunais analisam caso a caso. Documentar tecnicamente como a fraude foi executada costuma ser o que sustenta a discussão.
Qual a diferença entre o boletim de ocorrência e o laudo pericial?
O boletim registra a sua versão dos fatos perante a autoridade policial e inicia a apuração. O laudo é um documento técnico que examina o material, aplica método reconhecido e afirma o que a evidência sustenta, com fundamentação verificável por outro perito. Um não substitui o outro, e no processo eles cumprem funções distintas.
Fui vítima de sextorsão. O que faço antes de qualquer coisa?
Não pague e não bloqueie o contato ainda. O pagamento quase sempre gera novas exigências e o bloqueio pode apagar o caminho de volta até quem está por trás. Preserve toda a conversa, os perfis e os identificadores das contas envolvidas, registre o boletim de ocorrência e procure apoio jurídico. A preservação técnica feita antes do bloqueio é o que viabiliza o pedido judicial de identificação.
Consigo perícia se o golpe aconteceu há mais de um ano?
Vale a tentativa, com expectativa realista. Registros de conexão e de acesso a aplicações já terão vencido os prazos legais de guarda e muitas plataformas terão apagado as contas, mas o material que ficou com a vítima, como conversas, comprovantes, e-mails e o próprio dispositivo, ainda pode render bastante. A avaliação inicial dá esse retrato antes de qualquer contratação.
A perícia funciona em golpes com criptomoedas?
Sim, com a particularidade de que as transações em blockchain são públicas e permanentes, o que permite documentar o caminho dos valores entre carteiras. A dificuldade fica na identificação de quem controla cada carteira, o que costuma depender de informações das corretoras e, portanto, de ordem judicial. O laudo organiza esse rastreamento de forma que o pedido possa ser feito com fundamento técnico.
Preciso entregar meu celular? Fico sem ele quanto tempo?
Nem sempre. Parte dos casos se resolve com a extração supervisionada do que interessa, feita presencialmente ou de forma remota assistida. Quando o exame completo do aparelho é necessário, trabalhamos sobre uma cópia forense, e o tempo de indisponibilidade se limita à duração da aquisição, combinada previamente para atrapalhar o mínimo possível.
O laudo serve tanto no cível quanto no criminal?
Serve, e é comum o mesmo material sustentar as duas frentes: a ação de indenização ou de devolução de valores no cível e a representação criminal por estelionato ou invasão de dispositivo. A produção segue as exigências de integridade e cadeia de custódia que ambos os juízos avaliam.
Vocês atendem empresas vítimas de ransomware?
Sim. Nesses casos a prioridade é preservar o estado dos sistemas antes de qualquer restauração de backup, porque restaurar apaga os vestígios de como o invasor entrou. A partir daí apuramos o vetor de entrada, o alcance do acesso e o que foi exfiltrado, informação necessária inclusive para a comunicação de incidente exigida pela LGPD.
Entenda a fundo
O que fazer nas primeiras horas
A janela de preservação é curta
Existe um intervalo curto entre o golpe e o momento em que a prova começa a evaporar. Nesse período, algumas atitudes simples fazem diferença enorme: não apague a conversa, mesmo que ela seja constrangedora; não formate o celular nem reinstale o aplicativo; guarde os arquivos originais em vez de reencaminhar por mensageiro, porque o reenvio comprime o conteúdo e derruba metadados; e anote horários, números e nomes usados na abordagem enquanto a memória está fresca.
Depois disso, o caminho técnico se conecta com as outras frentes periciais. O aparelho da vítima costuma ser o ponto de partida, campo da perícia em dispositivos móveis; as fotos e vídeos usados no engano entram na perícia em imagem; os registros de acesso pedem análise de redes. E em todas elas a cadeia de custódia é o que sustenta a validade do achado quando o caso chega ao contraditório.
O golpe é técnico, mas o alvo é humano
Boa parte das fraudes que chegam até nós não explorou falha de sistema nenhuma. Explorou pressa, medo, confiança ou uma oferta boa demais. O criminoso ligou se passando pela central do banco, mandou um link que imitava a página real ou clonou o perfil de um conhecido para pedir dinheiro emprestado. Reconstruir esse roteiro importa tanto quanto o dado técnico, porque é ele que mostra ao juízo como a vítima foi levada a agir, e é frequentemente o ponto que decide discussões sobre responsabilidade da instituição financeira.
Do lado corporativo, a lógica é a mesma em escala maior: um e-mail bem escrito redireciona um pagamento, um acesso remoto vira ransomware, um funcionário desviado abre a porta sem perceber. Nesses casos a apuração precisa responder três perguntas com precisão, ou seja, por onde entrou, até onde chegou e o que saiu, e é isso que orienta tanto a resposta ao incidente quanto a investigação de crimes digitais e a atuação como assistente técnico no processo que vem depois.
Prova digital e legislação
O que a lei exige de uma evidência digital
Prova digital não tem um capítulo próprio no Código de Processo Civil, e isso confunde bastante gente. O que existe é o art. 369, que admite qualquer meio legítimo de prova, combinado com o art. 384, que trata da ata notarial como forma de atestar a existência e o modo de existir de um fato. Na prática, é a soma entre a constatação do tabelião e a coleta técnica com hash que dá ao conteúdo a robustez que o juízo espera.
No campo penal, os arts. 158-A a 158-F do Código de Processo Penal, incluídos pela Lei nº 13.964/2019, formalizaram a cadeia de custódia e as etapas de reconhecimento, coleta, acondicionamento e transporte do vestígio. Quem produz prova digital sem essa disciplina entrega à defesa um argumento pronto. Do lado material, a Lei nº 14.155/2021 endureceu o tratamento do furto mediante fraude eletrônica e do estelionato praticado por meio eletrônico, enquanto a Lei nº 12.737/2012 tipificou a invasão de dispositivo informático no art. 154-A do Código Penal.
Nos casos contra bancos, a discussão gira em torno do art. 14 do Código de Defesa do Consumidor e da Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça, que atribui responsabilidade objetiva às instituições financeiras por fraudes de terceiros consideradas fortuito interno, com exclusão apenas quando comprovada culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Em golpes de engenharia social, essa fronteira é disputada caso a caso, e a qualidade do material técnico apresentado costuma decidir para que lado o entendimento pende.
Sinais de que a prova digital do processo é frágil
Pontos que examinamos primeiro quando atuamos como assistente técnico e o material foi produzido pela outra parte.
- Somente capturas de tela, sem arquivo original nem metadados
- Ausência de hash calculado no momento da coleta
- Cadeia de custódia sem registro de quem manipulou o material e quando
- Conteúdo reencaminhado por aplicativo, com compressão e perda de dados
- Extração de celular feita sem bloqueio de escrita ou sem documentação
- Conclusões que vão além do que a evidência efetivamente demonstra
- Horários sem indicação de fuso, impedindo a correlação com registros de acesso
- Laudo que não descreve a ferramenta, a versão e o método utilizados
Glossário
Os termos da prova digital, sem mistério
O vocabulário que aparece em laudos, boletins e petições sobre crimes cibernéticos, explicado em linguagem direta. O panorama completo das técnicas está nas páginas de perícia digital e forense digital.
- Cadeia de custódia
- Registro documentado de tudo que aconteceu com a evidência desde a coleta até a apresentação em juízo. É o que permite afirmar que ninguém alterou o material no caminho.
- Hash
- Assinatura matemática única calculada sobre o arquivo no momento da coleta. Qualquer alteração posterior, por menor que seja, muda o resultado e denuncia a modificação.
- Ata notarial
- Documento em que o tabelião registra o que constatou pessoalmente, como o conteúdo de um perfil ou de uma conversa. Prevista no art. 384 do Código de Processo Civil, reforça a prova quando combinada com a coleta técnica.
- Registros de conexão e de acesso a aplicações
- Os logs que provedores guardam por obrigação legal. O Marco Civil fixa um ano para os registros de conexão e seis meses para os de acesso a aplicações, prazos que definem a urgência da preservação.
- Cabeçalho de e-mail
- Parte técnica da mensagem, invisível na leitura comum, que registra servidores por onde ela passou, horários e endereços de origem. É onde a falsificação de remetente costuma aparecer.
- Endereço IP e CGNAT
- O identificador da conexão usada no acesso. Como operadoras compartilham um mesmo IP entre vários clientes pelo CGNAT, a identificação exige também a porta de origem e o horário exato.
- Phishing
- Mensagem ou página que imita uma marca confiável para capturar senhas, dados de cartão ou códigos de verificação. A análise expõe o domínio real, a infraestrutura usada e o destino dos dados.
- MED
- Mecanismo Especial de Devolução, procedimento do Banco Central que permite aos bancos bloquear e devolver valores de transações Pix envolvidas em fraude, dentro de prazos curtos após a comunicação.
- Engenharia social
- Conjunto de técnicas que manipulam a confiança, o medo ou a pressa da vítima para obter dados ou pagamentos. É o motor da maioria dos golpes, mesmo quando não há falha técnica nenhuma.
- SIM swap
- Transferência fraudulenta do número da vítima para um novo chip, feita junto à operadora. Com o número em mãos, o criminoso recebe os códigos de verificação e assume contas de banco e mensageiros.
- Spoofing
- Falsificação da identidade de origem em ligações, mensagens ou e-mails, fazendo aparecer no visor o número ou o remetente de uma instituição legítima. Só a análise técnica revela a origem real.
- Fraude do CEO
- Também chamada de comprometimento de e-mail corporativo. Um pedido de pagamento urgente aparentemente vindo da diretoria ou de um fornecedor redireciona a transferência para a conta do criminoso.
- Ransomware
- Programa que criptografa os dados da vítima e exige resgate, hoje quase sempre acompanhado de furto prévio das informações para pressionar com a ameaça de vazamento.
- Imagem forense
- Cópia bit a bit de um disco ou memória, feita com bloqueio de escrita, que preserva inclusive áreas não alocadas. Toda a análise acontece sobre ela, nunca sobre o dispositivo original.
- Metadados
- Informações gravadas no próprio arquivo sobre data, autoria, dispositivo e alterações. Reencaminhar um arquivo por aplicativo de mensagem costuma apagar boa parte desse conteúdo.
- Quebra de sigilo
- Autorização judicial para que provedores, bancos ou operadoras entreguem dados protegidos, como registros de acesso e titularidade de contas. É o passo que geralmente fecha a identificação do autor.
Onde atendemos
Atendimento em todo o Brasil
Crime digital não respeita fronteira estadual, e o atendimento acompanha isso. A base fica em Governador Valadares, em Minas Gerais, e boa parte do trabalho é conduzida remotamente, com deslocamento quando o caso exige coleta presencial.
A preservação inicial quase sempre começa à distância, orientada por telefone ou vídeo no mesmo dia do contato, porque nesse momento o que importa é impedir que a evidência desapareça. A partir daí, o envio do material segue por canal seguro, com registro de recebimento e cálculo de hash na entrada.
Coleta presencial acontece quando há equipamento a periciar no local, quando a empresa precisa de discrição na apuração interna ou quando o juízo determina diligência específica. Nesses casos combinamos data e escopo antes, para reduzir ao mínimo a interrupção da rotina. Para entender o percurso completo do vestígio, vale a leitura sobre cadeia de custódia digital.
Continue explorando
Serviços que se conectam a este
Um caso de golpe raramente se resolve com uma frente só. Estas são as áreas que mais aparecem junto na apuração.
Investigação de crimes digitais
Apuração completa de autoria e materialidade em fraudes, invasões, ameaças e vazamentos, com relatório para uso policial e judicial.
DispositivosPerícia em dispositivos móveis
Extração e análise forense de celulares e tablets, incluindo mensagens apagadas, aplicativos maliciosos e registros de acesso remoto.
ImagemPerícia em imagem e vídeo
Verificação de autenticidade, detecção de montagens e deepfakes e melhoria de gravações usadas como prova no caso.
RedesPerícias em redes
Análise de logs, tráfego e registros de acesso para reconstruir invasões e identificar a origem técnica do incidente.
ProcessoAssistente técnico
Atuação ao lado do advogado na formulação de quesitos, no acompanhamento da perícia judicial e na produção de parecer divergente.
MétodoCadeia de custódia digital
Como o vestígio digital é reconhecido, coletado, acondicionado e documentado para chegar íntegro ao juízo.
Acabou de cair em um golpe?
Não apague nada e não formate o aparelho. Fale com um perito e receba orientação inicial, sem compromisso, sobre o que preservar agora e o que ainda dá para rastrear.
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