Resposta direta
Perícia papiloscópica é o exame das impressões deixadas pelas cristas papilares da pele, para estabelecer ou excluir a identidade de uma pessoa. A papiloscopia é o gênero, e se divide em datiloscopia, que estuda as impressões dos dedos, quiroscopia, das palmas, podoscopia, das plantas dos pés, além de poroscopia e cristascopia. Em processo judicial, a aplicação mais frequente e mais rentável para o litígio é uma só: a impressão digital aposta em documento.
Contrato firmado por quem não sabe ou não pode assinar, recibo de salário de empregado analfabeto, procuração, confissão de dívida, ficha cadastral de financiamento. A lei admite a impressão digital nessas situações, e é justamente por admitir que ela vira objeto de disputa. A pergunta que chega ao perito é sempre a mesma: essa digital é da pessoa a quem se atribui?
E há uma resposta que precisa vir antes dessa, porque decide o caso mais vezes do que se imagina: essa impressão tem qualidade suficiente para ser examinada? Boa parte das digitais apostas em documento é colhida sem nenhum cuidado técnico, com tinta em excesso ou de menos, pressão irregular e papel sobre superfície mole. O resultado é uma mancha, não uma impressão. Quando é esse o caso, a resposta honesta é a impossibilidade de conclusão, e um laudo que force resposta a partir de material insuficiente não sobrevive ao contraditório.