Onde atendemos
Perito judicial e assistente técnico em todo o Brasil
Atualizado em 8 de setembro de 2026. Próxima revisão prevista para dezembro de 2026.
Por Julio Cesar Madeira Soares, perito judicial e assistente técnico.
Uma página por unidade da federação, com a situação do processo eletrônico em cada tribunal e a questão técnica de prova que mais importa naquela jurisdição. São 27 páginas, e nenhuma repete a anterior.
Computação forense · Documentoscopia e grafoscopia · Papiloscopia · Imagem, vídeo e áudio · Assinatura eletrônica e documento digital
Atuo como perito judicial e como assistente técnico em processos que tramitam em qualquer unidade da federação. Em prova digital, o exame é feito sobre cópia forense, e não sobre o equipamento em si, o que torna a maior parte do trabalho independente de distância. Diligências presenciais são coordenadas conforme o escopo, e em exame de documento original o contato com o material entra no planejamento desde o início.
Há também um motivo legal para que a geografia pese pouco na escolha do assistente técnico: o art. 465, §1º, do CPC permite que a parte indique profissional de sua confiança, sem exigência de domicílio na comarca nem de inscrição em cadastro do tribunal, e o art. 466, §1º, dispensa o assistente de impedimento e suspeição. A escolha pode ser pela especialidade adequada ao caso.
O que muda de um estado para outro é o caminho que a prova percorre. Cada tribunal opera um sistema diferente, em estágio diferente de transição, com limites de anexo e comportamentos de conversão próprios. Isso afeta diretamente a mídia pericial. As 27 páginas abaixo tratam, cada uma, de uma questão técnica concreta daquela jurisdição, e nenhuma repete a outra.
Como o trabalho é feito
Por que a distância importa pouco em prova digital
É a pergunta que mais aparece no primeiro contato, e a resposta é técnica antes de ser comercial.
O exame não é feito no dispositivo. Perícia em computação forense trabalha sobre imagem forense, uma cópia bit a bit do conteúdo, com valor de hash calculado na coleta. É essa cópia que se examina, justamente para preservar o original. Uma vez feita a imagem, o exame acontece em laboratório, e o local do laboratório é indiferente ao resultado.
O que exige presença. A coleta, quando o material está sob custódia de terceiro ou precisa ser apreendido; o exame de documento em papel, em que a análise de pressão, sulcos e resposta do suporte a luz não visível depende do original; e as diligências determinadas pelo juízo. Nesses casos, a logística é planejada com antecedência e entra no orçamento.
O que não exige. Análise crítica de laudo já produzido, formulação de quesitos, parecer técnico sobre material constante dos autos, exame de mídia que já está no processo e orientação prévia sobre preservação. É boa parte do que decide um caso, e nada disso depende de estar na mesma cidade.
Vale um alerta que atravessa todas as páginas desta seção: a parte mais valiosa do trabalho técnico costuma acontecer antes de qualquer perícia ser deferida. Preservar é barato e urgente; examinar é caro e pode esperar. Casos chegam à perícia sem material examinável porque essa ordem foi invertida.
Panorama
As 27 unidades da federação
Cada página descreve a situação do processo eletrônico naquele tribunal e desenvolve uma questão técnica de prova. Situação verificada em setembro de 2026 e revista periodicamente.
Sudeste · 4 unidades
São Paulo · TJSP
Migração SAJ para eproc sem data por processo, e a movimentação que dispara a reconferência de hash
Minas Gerais · TJMG
Migração concluída no cível, criminal ainda em PJe, e a conferência de integridade atribuída às partes
Rio de Janeiro · TJRJ
Três sistemas simultâneos e a migração obrigatória antes da remessa ao segundo grau
Espírito Santo · TJES
E-mail como prova: cabeçalhos, autenticação de domínio e o que a impressão em PDF não demonstra
Sul · 3 unidades
Paraná · TJPR
Projudi customizado por quinze anos: conversão entre estruturas, não simples transferência
Santa Catarina · TJSC
Autos físicos digitalizados e eliminados, e o que a imagem não preserva
Rio Grande do Sul · TJRS
Mídia atingida por água e o que a perícia ainda alcança em documento danificado
Centro-Oeste · 4 unidades
Distrito Federal · TJDFT
Assinatura digital e cadeia de certificação: provar quem não é provar quando
Goiás · TJGO
Relatório de extração não é imagem forense, e o acesso do assistente ao material
Mato Grosso · TJMT
Detecção de mídia sintética: indício com grau de confiança, nunca certeza
Mato Grosso do Sul · TJMS
Prova digital que atravessa fronteira: fuso, idioma e procedência
Nordeste · 9 unidades
Bahia · TJBA
Instabilidade de sistema não é corrupção de arquivo: disponibilidade e integridade
Pernambuco · TJPE
Processos físicos em migração e a janela para periciar o documento original
Ceará · TJCE
Preservação urgente: o que pedir antes que o dado expire
Maranhão · TJMA
Sinalização automatizada de litigância e o que o exame demonstra dos dois lados
Paraíba · TJPB
Perícia em código-fonte e repositório como prova
Rio Grande do Norte · TJRN
Prova gerada por máquina: telemetria e registros de sistema
Alagoas · TJAL
Prova de reconstituição e datação de fotografia em litígio de massa
Sergipe · TJSE
Responsabilidade pelo acesso e prova de comprometimento de credencial
Piauí · TJPI
Prova sobre o processo: registros de peticionamento, acesso e indisponibilidade
Norte · 7 unidades
Pará · TJPA
Geolocalização e imagem aérea: o que mostra, o que prova e os erros de leitura
Amazonas · TJAM
Mídia produzida pela parte e sustentação oral gravada
Tocantins · TJTO
Acervo de quinze anos e obsolescência de formato de mídia
Rondônia · TJRO
Repositório de mídia fora dos autos e o elo que se acrescenta à custódia
Acre · TJAC
Gravação de audiência como prova: assistir não é ter o arquivo
Amapá · TJAP
Indisponibilidade do sistema e impossibilidade local de acesso
Roraima · TJRR
Ato por videoconferência e o que fica fora do enquadramento
Vale em qualquer lugar
O que não muda de tribunal para tribunal
Mudam os sistemas, os prazos e os cronogramas. A disciplina de custódia é a mesma em toda parte.
Antes de enviar. Calcule o valor de hash da mídia e registre no corpo do laudo, não em anexo solto. Verifique o limite de tamanho por arquivo e por petição do sistema em uso. Preserve cópia própria fora do processo. Se houver fracionamento, documente a ordem das partes e o hash de cada uma, além do hash do arquivo íntegro.
Depois de juntar. Baixe o que ficou no processo, e não confie no original que está no seu computador. Abra por inteiro, confira a duração no caso de mídia audiovisual e recalcule o hash. Valores diferentes indicam que o sistema reprocessou o arquivo, o que acontece com frequência e precisa ser conhecido antes de alguém alegar adulteração.
Quando o processo migrar de sistema. Recalcule e compare de novo. Conversão entre plataformas tem três riscos conhecidos: recompressão do arquivo, fracionamento de anexo grande sem documentação e perda de metadados. Em prova que depende de data ou de origem, o terceiro atinge o próprio objeto do exame.
Essa disciplina é a que os arts. 158-A a 158-F do Código de Processo Penal impõem à cadeia de custódia desde a Lei 13.964/2019, com as dez etapas de rastreamento do vestígio do art. 158-B, e a que o art. 441 do CPC pressupõe ao admitir documentos eletrônicos conservados com observância da legislação específica.
Áreas de atuação
Especialidades
As páginas de estado tratam de jurisdição. Estas tratam de método.
Perícia forense computacional
Exame de dispositivos, mídias, registros de sistema e artefatos digitais, com cadeia de custódia documentada do primeiro contato à conclusão.
Documentoscopia e grafoscopia
Autenticidade de documento e de assinatura, detecção de rasura, supressão e montagem, em papel e em meio eletrônico.
Perícia papiloscópica
Impressão digital aposta em contrato, recibo e procuração: confronto de pontos característicos e avaliação de viabilidade do exame.
Assistente técnico
Indicação pela parte, formulação de quesitos, acompanhamento de diligências e parecer crítico sobre o laudo oficial.
Quesitos para perícia digital
Modelos de quesitos sobre material examinado, método, integridade e cadeia de custódia, com o que perguntar e por quê.
Quem assina os laudos
Formação, certificações, filiações e áreas de atuação, com o lastro de cada especialidade declarado como ele é.
Dúvidas frequentes
Perguntas sobre atendimento
Vocês atendem processos fora de Minas Gerais?
Sim, em todas as unidades da federação. O exame em prova digital é feito sobre cópia forense, e não sobre o equipamento em si, o que torna a maior parte do trabalho independente de distância. Diligências presenciais, quando o escopo exige, são coordenadas caso a caso. Em exame de documento original, o contato com o material é necessário e a logística entra no planejamento desde o início.
O assistente técnico precisa ser da comarca?
Não. O art. 465, §1º, do CPC estabelece que a parte indica assistente técnico de sua confiança, e não há exigência de domicílio na comarca nem de inscrição em cadastro do tribunal. O assistente também não se sujeita a impedimento ou suspeição, conforme o art. 466, §1º. Isso permite escolher o profissional pela especialidade adequada ao caso, e não pela proximidade geográfica.
Por que o sistema processual do tribunal importa para a prova?
Porque a mídia pericial passa por ele. Sistemas processuais foram desenhados para peças e documentos, não para imagem de dispositivo ou vídeo de videomonitoramento. Limite de tamanho por arquivo, recompressão no upload e fracionamento de anexo grande afetam o material, e conversão entre plataformas acrescenta risco de perda de metadados. Saber em que sistema a vara opera muda o preparo do laudo.
O que vale em qualquer estado?
Calcular e registrar o valor de hash da mídia no corpo do laudo antes do envio, preservar cópia fora do sistema, baixar o arquivo depois de juntado e recalcular. Havendo fracionamento, documentar a ordem das partes e o hash de cada uma, além do hash do arquivo íntegro. É a disciplina que os arts. 158-A a 158-F do Código de Processo Penal impõem à cadeia de custódia desde a Lei 13.964/2019.
Em quais áreas periciais vocês atuam?
Computação forense, documentoscopia e grafoscopia, papiloscopia, perícia em imagem, vídeo e áudio, e exame de assinatura eletrônica e documento digital. Cada página de estado descreve uma questão técnica diferente, e as páginas de especialidade tratam do método de cada área.
Como funciona a contratação como assistente técnico?
A indicação se faz por petição, no prazo de quinze dias contados da intimação do despacho que nomeou o perito. Antes disso, é comum haver trabalho de preservação e de formulação de quesitos, que não depende de nomeação e frequentemente decide mais que o laudo. Em caso urgente, preservar primeiro e discutir depois é a ordem certa.
Quem assina os laudos
Julio Cesar Madeira Soares
Perito judicial e extrajudicial e assistente técnico, com base em Governador Valadares e atendimento nacional.
Atuo em processos cíveis, criminais, trabalhistas e previdenciários, em computação forense, documentoscopia e grafoscopia, papiloscopia e perícia em imagem, vídeo e áudio. Bacharel em Ciência da Computação, com MBA em Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação, pós-graduação em Perícias Forenses pelo IPOG e em Documentoscopia com Ênfase em Perícia Judicial, entre outras especializações concluídas ou em curso.
Certificações CompTIA PenTest+ ce, Associate C|CISO e E|CSA pelo EC-Council, e formação em Windows Forensics pela Belkasoft e em Forense em Mobile com Foco em Smartphones. Filiado à APECOF sob o registro 2021073114, membro da SBCF e membro da Comissão de Perícias da OAB/SP. Ver formação completa.
Precisa de perito ou assistente técnico?
Se a controvérsia técnica já se desenhou, o momento de preservar é agora, e não quando a perícia for deferida. Entre um e outro costumam passar meses, e é nesse intervalo que a prova digital desaparece sozinha.
Falar sobre um caso