Resposta direta
O Tocantins é o oposto dos demais estados desta série: não há transição de sistema, não há passivo de migração e não há plataforma legada convivendo. O eproc foi implantado no Judiciário tocantinense em primeiro e segundo graus pela Resolução nº 1, de 15 de fevereiro de 2011, regulamentada pela Instrução Normativa nº 5 do mesmo ano, de forma integral, em todas as competências e comarcas. Em 2026 o tribunal celebra quinze anos do sistema, e sediou em julho o IV Encontro Interinstitucional do eproc, reunindo tribunais de todo o país.
Para prova digital, isso elimina o principal risco de integridade que existe nos estados em transição: a mídia juntada não atravessa conversão entre plataformas. Também não houve digitalização em massa de autos físicos nem eliminação de originais em papel, porque a virada aconteceu cedo.
Em compensação, o Tocantins tem uma questão que nenhum outro estado tem na mesma medida: um acervo eletrônico contínuo de quinze anos guarda arquivos em formatos que já não são os de hoje. Vídeo de câmera de segurança juntado em 2013, áudio em codec descontinuado, documento em versão de software que ninguém mais distribui. O arquivo continua íntegro e continua nos autos. Só não abre. E prova que não abre, para efeito prático, é prova que não existe até alguém resolver.