Resposta direta
Mato Grosso do Sul faz a transição para o eproc de um jeito que nenhum outro estado faz: sem migrar o acervo. Conforme comunicado da Subseção de Três Lagoas da OAB/MS, os processos que já tramitam no TJMS permanecem no e-SAJ até o arquivamento final, e o eproc recebe apenas as novas demandas nas unidades já implantadas. Em Minas, Rio, São Paulo e Paraná o acervo é transferido; em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul já foi. Aqui, cada processo vive e morre no sistema em que nasceu.
Para prova pericial, isso inverte o problema. O arquivo juntado não atravessa conversão entre plataformas, que é o principal risco de integridade nos estados que migram. Em compensação, dois sistemas com comportamentos diferentes vão conviver por anos, e o advogado precisa saber em qual deles está atuando antes de preparar o material, porque limite de tamanho, formatos aceitos e tratamento de anexo não são os mesmos.
A implantação é gradual e começou pela competência delegada previdenciária, com os primeiros processos oriundos da Justiça Federal. A segunda fase alcançou os Juizados Especiais Cíveis em março de 2026, com Três Lagoas e Corumbá em 7 de abril e as demais comarcas do interior em 28 de abril. A terceira fase, das competências cíveis no primeiro e segundo graus, começou em 1º de julho de 2026, e o TJMS estima concluir a transição até o fim do ano.